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Objetivos
Os objetivos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano são o estudo, o desenvolvimento, a difusão e a instalação de uma nova cultura apoiada nas idéias fundamentais do Humanismo Universalista.
Essa nova cultura será o correlato de uma configuração de consciência avançada em que todo tipo de violência provoque repugnância. A instalação de tal estruturação de consciência não-violenta nas sociedades seria uma conquista cultural profunda. Isso iria além das idéias ou das emoções que se manifestam de maneira débil nas sociedades atuais, para começar a fazer parte do tecido psicossomático e psicossocial do ser humano.
A atitude humanista , aspecto essencial dessa nova cultura, para além de toda proposição teórica, pode ser compreendida como uma "sensibilidade", como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhecem a intenção e a liberdade em outros e em que se assumem compromissos de luta não-violenta contra a discriminação e a violência.
A Comunidade impulsiona projetos para a aplicação concreta dessa nova cultura nos diversos âmbitos da vida pessoal e social.
Essa nova cultura se fundamenta em uma nova concepção do ser humano da qual derivam uma escala de valores, uma metodologia de ação e um projeto pessoal e social .
Uma escala de valores cujos 6 pontos fundamentais são:
* Em primeiro lugar, a localização do ser humano como valor e preocupação central, de tal modo que nada esteja acima do ser humano e que nenhum ser humano esteja acima de outro.
* Em segundo lugar, afirma a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples formalidade de igualdade de direitos perante a lei, para avançar em direção a um mundo de oportunidades iguais para todos.
* Em terceiro lugar, reconhece a diversidade pessoal e cultural e, portanto, afirma as características próprias de cada povo, condenando toda discriminação realizada em função de diferença econômica, racial, étnica e cultural.
* Em quarto lugar, promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima das limitações impostas ao pensamento por preconceitos aceitos como verdades absolutas ou imutáveis.
* Em quinto lugar, afirma a liberdade de idéias e crenças e, por último, repudia toda forma de violência, entendendo não somente a violência física como único fator, mas também a violência econômica, a violência racial, a violência religiosa, a violência moral e psicológica como casos cotidianos e arraigados em todas as regiões do planeta.
Uma metodologia de ação pessoal e social baseada na " não-violência ativa ". Essa metodologia promove uma atitude social e pessoal frente à vida, que tem como ferramentas principais de ação conjunta e conduta pessoal e social:
* Rechaço e vazio às diferentes formas de discriminação e violência.
* A não-colaboração com as práticas violentas.
* A denúncia de todos os fatos de violência e discriminação.
* A desobediência civil frente à violência institucionalizada.
* A organização e mobilização social, voluntária e solidária.
* O apoio decidido a tudo aquilo que favoreça a não-violência ativa.
* A superação das raízes da violência em si mesmo, o desenvolvimento das virtudes pessoais e das melhores e mais profundas aspirações humanas.
Segundo essa metodologia, a ação pela transformação social não se opõe à ação pela transformação pessoal. Pelo contrário, A Comunidade as entende como intimamente vinculadas e, por conseguinte, propõe uma atuação simultânea para superar tanto a violência social (externa) quanto a violência pessoal (interna).
Um projeto pessoal e social que trata de superar a crise atual de violência, desorientação e falta de sentido que o ser humano sofre. Esse projeto se sintetiza no ideal de humanizar a Terra. |